
sábado, 27 de junho de 2009
Frustração
O mais dificil de tudo é quando paramos e percebemos que tudo foi em vão: as escolhas, os eforços e as tentativas também.
É dificil quando a vida nos dá um baque e nos mostra que não valeu a pena tudo aquilo que você fez ou pelo menos uma parte do que tentou fazer.
Esse é o grande sintoma que muitas vezes possuimos, porém não sabemos discernir: frustração.
Frustrar-se é criar bolhas nos pés em estradas espinhosas e descobrir lá na frente, quando as feridas já estão suficientemente grandes, que seu trajeto está na direção oposta e que o caminho que você deveria realmente ter seguido ficou para trás.
E o que mais dói é sabermos que todo o processo de superação existiu por termos um bocado de esperança, e quando essa esperança deixa de existir é que nos damos conta do tamanho dos hematomas que carregamos conosco. Porque objetivar-se é a razão pela qual muitas vezes ultrapassamos dificuldades inimagináveis.
O sentido que damos em nossas vidas é o tempero de nossa perseverança. E a frustração, do modo mais direto, é perda total dos sentidos que damos as nossas vidas. É quando descobrimos, da maneira mais cruel que é preciso retroceder, e que nesse retrocesso, as forças serão menores, as dificuldades serão piores, e a vida talvez, nunca mais consiga ser a mesma.
Juju
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Mestres
Os professores vêm, como semeadores de conhecimento. Em cada período ceifam uma parte de minha formação.
Vivemos a correria universitária, a lutas das faltas, das notas. As raivas momentâneas (e quantas)...
E então a maré se abaixa e encontramos as conchas do mar. E com elas produzimos a arte, embelezamos a vitrine do lar. Catamos os pedaços dos retalhos do aprendizado e costuramos a colcha da cultura e da profissionalização. Graças aos bons, aos ruins, aos volúveis e aos incorruptíveis mestres. Cada qual responsável, pelo tesouro intocável do ensinamento.
É preciso admitir, há os que deixam saudade.
Juju
terça-feira, 23 de junho de 2009
Menina - Milagre da vida
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Menina, minha menina! Menina minha, menina...
Menina, minha, menina.
E esse é o milagre da vida.
Perder noites de sono e receber dias de alegrias.
Abster-se de si próprio e satisfazer-se em ser responsável por alguém tão frágil e indefeso.
Aprender ensinando.
Educar amando.
Poder reviver a infância.
Ter de refrescar os estudos para ajudar na lição.
Descobrir que nossos tombos doiam mais em nossos pais do que em nós mesmos.
Relembrar frases que pensávamos não ter importância e hoje repetimos aos nossos filhos.
Saber que é possível se formar um ser humano dentro de você e saber que não importa o que você faça ou quanto tempo passe: seus atos serão sempre consequências do que você mesmo ensinou a ele.
Saber que alguém aparentemente tão pequenino, cresce tão repentinamente.
Descobrir que um filho nos faz responsável por suas primeiras palavras, seu primeiros passos, suas primeiras escolhas e talvez, em grande parte, por sua própria formação de caráter.
Não poder mais "chutar um balde"qualquer, ou andar como mochileiro pelo mundo afora, porque alguém precisa de você.
Desistir de desistir da vida.
Querer vencer cada vez mais.
Receber muito, muito trabalho.
E saber que com tudo isso, ainda é possível amadurecer.
E saber que com essa pessoa, ainda é possivel esquecer os problemas e renovar-se inexplicavelmente, apenas com um sorriso puro cheio de sinceridade.
Porque esse, definitivamente, é o grande e verdadeiro milagre da vida: um filho nos ensina a sermos gratos dando, a nos sentirmos felizes apenas com um gesto, e a amar, simplesmente pela nossa possibilidade de existência.
Juju
quinta-feira, 18 de junho de 2009
cansaço
Fim de noite, fim de semana, fim de semestre.
Fim de forças, fim de vontade, fim de mim.
Essa é a hora do repouso, essa é a hora do desleixo, é a hora do deixo.
Essa é a hora em que o corpo padece, a mente desfalece, essa é a hora em que é preciso parar.
Essa é a hora em que me obrigo a descansar, em que me permito o farto regozijo.
Todo cansaço precede a renovação.
juju
Fim de forças, fim de vontade, fim de mim.
Essa é a hora do repouso, essa é a hora do desleixo, é a hora do deixo.
Essa é a hora em que o corpo padece, a mente desfalece, essa é a hora em que é preciso parar.
Essa é a hora em que me obrigo a descansar, em que me permito o farto regozijo.
Todo cansaço precede a renovação.
juju
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Tentando segurar o tempo
O tempo tem sido a brasa da alma: tem corroído a beleza da juventude.
O tempo tem sido a brisa da face: traz o suave toque das lembranças sobre o rosto. É possível sentí-las, mas não podemos toca-las.
O tempo é perverso ansião, mestre de ensinamentos sábios.
O tempo é coragem, disposição.
O tempo é cruel.
O tempo é inevitável.
O tempo nos permite sonhar e perder, nos permite ganhar e aprender.
O tempo é a vida que passa, é a vida que se eterniza na saudade.
O tempo é o grande professor: pode ser injusto com alguns, mas é sempre fundamental.
O tempo me aproxima das expectativas, me afasta dos momentos inigualáveis.
O tempo é assim: simplesmente existe, simplesmente leva, simplesmente passa.
E nada se há de fazer.
Juju
O tempo tem sido a brisa da face: traz o suave toque das lembranças sobre o rosto. É possível sentí-las, mas não podemos toca-las.
O tempo é perverso ansião, mestre de ensinamentos sábios.
O tempo é coragem, disposição.
O tempo é cruel.
O tempo é inevitável.
O tempo nos permite sonhar e perder, nos permite ganhar e aprender.
O tempo é a vida que passa, é a vida que se eterniza na saudade.
O tempo é o grande professor: pode ser injusto com alguns, mas é sempre fundamental.
O tempo me aproxima das expectativas, me afasta dos momentos inigualáveis.
O tempo é assim: simplesmente existe, simplesmente leva, simplesmente passa.
E nada se há de fazer.
Juju
domingo, 7 de junho de 2009
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Indiferenca
"Vieram no meu departamento e levaram um negro. Não me importei, eu não sou negro.
Vieram no meu departamento e levaram um judeu. Não me importei, eu não sou judeu.
Vieram no meu departamento e levaram uma mulher. Não me importei, eu não sou mulher. Vieram no meu departamento e me levaram. Ninguém falou nada."
(autor desconhecido)
A vida poderia ser menos ríspida conosco, se descobríssemos que o mundo é bem maior que nosso universo pessoal.
Os dias poderiam ser menos tristes se comessássemos a aprender a caminhar em conjunto e agir em coletividade.
Poderiamos derrotar desgracas, desfazer injusticas, vencer problemas aparentemente difíceis, se não fosse o egoísmo que nos rege.
by juju
Vieram no meu departamento e levaram um judeu. Não me importei, eu não sou judeu.
Vieram no meu departamento e levaram uma mulher. Não me importei, eu não sou mulher. Vieram no meu departamento e me levaram. Ninguém falou nada."
(autor desconhecido)
A vida poderia ser menos ríspida conosco, se descobríssemos que o mundo é bem maior que nosso universo pessoal.
Os dias poderiam ser menos tristes se comessássemos a aprender a caminhar em conjunto e agir em coletividade.
Poderiamos derrotar desgracas, desfazer injusticas, vencer problemas aparentemente difíceis, se não fosse o egoísmo que nos rege.
by juju
terça-feira, 2 de junho de 2009
Novamente
Mais uma vez o inverno chegou. O frio surra a pele como névoa de chicote agudo.
Mais uma amigdalite tão comum quanto qualquer surto de alegria ou febre de virose sazonal.
Mais uma vez escrevo. E nessa vez, com um dolorido esforço de me aguentar em pé.
Mais uma estação se manifesta e se exibe entre os poros.
Mais uma vez fazemos planos: final de semestre, início de férias, remeço geral de expectativas.
Somos sonhadores compulsilvos em mais ou menos grau. Depende da época em que estamos.
O natal é renovador de forças. Julho é o impulso de resto de ano.
E mais uma vez objetivos se vão como o vento. Conquistas esporádicas nos fazem reacreditar.
E mais uma vez tentamos.
Mesmo que reclamantes ou morimbundos, somos sempres perseguidores.
Esse é o renovo ciclo: perder e ganhar - novamente.
Mais uma amigdalite tão comum quanto qualquer surto de alegria ou febre de virose sazonal.
Mais uma vez escrevo. E nessa vez, com um dolorido esforço de me aguentar em pé.
Mais uma estação se manifesta e se exibe entre os poros.
Mais uma vez fazemos planos: final de semestre, início de férias, remeço geral de expectativas.
Somos sonhadores compulsilvos em mais ou menos grau. Depende da época em que estamos.
O natal é renovador de forças. Julho é o impulso de resto de ano.
E mais uma vez objetivos se vão como o vento. Conquistas esporádicas nos fazem reacreditar.
E mais uma vez tentamos.
Mesmo que reclamantes ou morimbundos, somos sempres perseguidores.
Esse é o renovo ciclo: perder e ganhar - novamente.
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