domingo, 19 de setembro de 2010

Ignomínia

Estava aqui, a tentar entender essas coisas engraçadas da vida. Essa mania que temos de debatermos visões pessoais, de politizarmos um simples dia de descanso com discursos de ignomínias, que fazem dos salões de valsa meras ante-salas de ringues. Já não sei, se defendo minha tese, se convenço-me de minha insignificância e recolho-me nas entranhas do meu coração. Ás vezes frustramo-nos com nossas próprias proposições. Debulhamos nossa mente no moínho de nossas bocas, com o desabor que nossa alma não conservou em perfeitas condições. O tempo cura, talvez, quase tudo. Não fosse o quase, talvez seria. Ou pelo menos, talvez, quase fosse, melhoraria.

domingo, 12 de setembro de 2010

Mundo virtual

Canadá


Itália





Holanda







Irlanda



Portugal




Estado Unidos




Fico tateando a vida, por esses caminhos vagos que a virtualidade me permite contemplar. É uma realidade elevada a todas as possibilidades da arte, do conhecimento e da expansão, que definitivamente não se permite concretizar. Redescubro os catinhos ermos, as cabanas na beira dos lagos, as metrópoles bem qualificadas, as noites badaladas, as cavernas dos dragões, as torres de babel, que dissiminaram as línguas e separaram os povos nesses descontentes seres que não sabem a onde ir.
Sou belorizontina, mineira, brasileira.
Internauta.
Viajante.
Deslumbrante.
Amante da vida.
Há muito tenho me engajado em uma busca incessante pelo lugar ideal.
Tenho sangue do mundo, veias mochileiras.
Aquela vontade maluca de ser a jornalista das guerras, das favelas, dos aglomerados.
Aquela ilusão utópica de que ainda escalarei as muralhas de Berlim e contarei os casos dos "Diamantes de Sangue" africanos.
É essa prisão de ser estritamente belorizontina, mineira e brasileira, que não me faz convalecer.

---------------------------------------
Canadá - País receptivo, democrático, sistema de saúde quase integralmente público, boas estradas, boa qualidade de vida. Idioma oficial: inglês e francês. Tempo de espera para legalização de trabalho: 1 a 2 anos. Necessário carta do empregador convidando-o a trabalhar no país.
Itália - Salário mínimo: 1000 euros / mês para trabalhos menos qualificados (doméstica, lixeiro, faxineiro). Idioma de fácil aprendizado. Além do 13º sálario, existe o 14º salário, que é pago em julho. Necessário cidadania Italiana.
Holanda - Média salarial: 1500 euros / mês. Custo de vida altíssimo. Dificil conseguir emprego ilegalmente. País belo, muitas flores, paisagens incomparáveis.
Irlanda - Custo da carne? 125 euros o kilo. Melhor ser vegetariano. Roupas baratas, camisa nike, adidas a 4 euros. Terra que deu origem a minha banda favorita, de maior requinte do século: U2. Para se trabalhar legalmente é preciso possuir o work permit, carta dada pelo empregador ao governo, para que torne um trabalhado legalizado. Outra opção é ir como estudante, ficar no país por 25 semanas e receber permissão para trabalhar por 4h/dia. Média de salário nessa carga horária: 700 euros / mês.
Portugal - Povo receptivo, espírito brasileiro, condições brasileiras, idioma inevitavelmente português. Faz parte da UE, o que o torna abruptamente um lugar de grande valor cultural e curricular.
Estado Unidos - Terra do Tio Sam. Já fui algumas vezes, e posso garantir que é um lugar de ordem, educação, respeito. New York, terra das baladas, diversidade cultural. Imigrante ilegal? Trocar cultura por humilhação.
----------------------------------------------------

Resumidamente, recortes do tempo que investi em pesquisar.
Continuo a escrever, a ler, a sonhar.
Continuo nessa caminhanda por nuvens, pelo céu, pelas alturas intocáveis, pela baixeza impalpável.
Continuo a crer que ha uma fresta possível, uma legalidade cabível, um lugar que se possa chegar.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Apaixone

Apaixone.
Paixão é amor com tesão, é loucura e formosura, sanidade e intensidade.
O bom mesmo é viver a vida apaixonadamente. É se apaixonar pelo trabalho, pelos amigos, pela família, pelo cara bonito que te olha de soslaio. O legal de tudo isso, é aquela vontade que dá de acordar, abrir a janela do quarto, respirar a brisa gostosa que te recebe a cada amanhecer.
Se apaixone pelas caminhadas, comece a perceber o quanto é melhor subir de escadas, ao invés de usar o elevador. Se apaixone pelas flores, pelas aves, pelo lar.
Estude com paixão, escreva com paixão, aprenda com paixão.
Não caia nessa ladainha de cumplicidade crua, de maturidade pura, de sentimentos tranquilos. O gostoso mesmo é o frio da barriga, o arrepirar da espinha, a juventude travessa na mais bela essência do amor.
Fuja desses paradigmas esteriotipados.
Faça paredes de concretos, alicerces bem fundamentados, mas não tonalize suas pedras de tom pastel. Colora sua vida. Plante seus jardins. Mesmo que as flores murchem e as cores se desbotem, redecore sua vida sempre. É isso que nos motiva. Apaixone-se por você mesmo a cada dia. Trace seus sonhos da maneira que melhor lhe convier. O importante mesmo, é que se consiga fazer o que gosta, com quem gostaria de estar, no lugar onde gostaria de viver.
Apaixonar-se é não privar-se.
Sacuda seus lençóis, nunca é tarde para içar as velas do barco.
E se a tempestade vier, continue velejando.
Sinta o gozo dos trovões, ilumine-se nos raios que clareiam o horizonte.
Apaixone-se por eles também.
Cruze as fronteiras da vida.
Não tenha um lugar em mente.
Apenas continue caminhando com paixão.
Sentir é suficiente.