quinta-feira, 12 de maio de 2011

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Casulo quebrado

Envolvo-me em um casulo fechado, que me afoga, que me afasta. Encolho-me, acolho-me. Entre as frestas, não apenas flores e jardins. Há um infinito desconhecido, um temporal de ventanias que me assombra. São as belas asas da juventude que definem a independencia colorida em seu voo rasante, na fragilidade da pele que nada assegura. Cresço. Me adentro pelos cantos, tentando empurrar o tempo que diminui esse espaço seguro de solidão. As paredes se quebram. Seus cacos, pelo chão, são a amostra de que a vida chegou. Sim, a vida. E quem vive, também morre.