sexta-feira, 31 de julho de 2009

Felice

Tudo e apenas tudo o que se quer, é aquele pouquinho de nada desse sorriso sincero que vem lá do fundo, que consegue coicidir com as fantasias da vida real, que faz possível me tirar o sono e ao mesmo tempo me dar um repouso confortante. Simplesmente pela existência pura e intensa, em que todo bocado de utopia se releva na inestimável motivação que me dá. Quando a vida não nos coloca flores diante dos olhos, criamos jardins no espaço negro de nossos pensamentos. De um jeito ou de outro, o mais importante é capturar as pérolas desse oceano profundo e descobrir que sempre, o mais importante de tudo, é conseguir ser felice.
juju

terça-feira, 28 de julho de 2009

O que é real pode ser difícil, mas não pode nos tirar a capacidade de sonhar.


De muitas coisas já discordei um dia, porém o tempo me fez entendê-las melhor.
Hoje, ainda sem atingir a excelência da maturidade, mas um pouco menos inconsequente, aprendi a discutir menos as problemáticas que a vida nos impõe. Descobri que muita das vezes basta deixar o silêncio tomar conta de mim, e que a voz que não se pode ouvir, no ápice confuso da situação, nos ensina o suficiente.
juju

terça-feira, 21 de julho de 2009

Retomando a esperança

Simplesmente olhar a frente e conseguir enxergar o horizonte como um espaço aberto a realizações, como um trajeto traçado de esperanças possíveis, de razões aplausíveis.
Simplesmente ver o que a vida pode nos dar, quando firmamos um objetivo e nele ainda firme lutamos, como quem quer apenas conquistar um pedaço de seu querer.
Simplesmente a vida se abre, a fé enobrece a alma, e os olhos, outrora mortos, tornam a brilhar.
Juju

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A alegria que se passa...

As vezes não é preciso ir longe para que consigamos ser felizes. Basta notarmos a imensidão da saudade que sentimos de momentos outrora reclamados.
Não é preciso saber, nem viver demais para ter a simples vontade de tentar. É preciso apenas querer enxergar, voar com os sonhos, e ter os pés no chão quando a vida nos exige um pouco mais de seriedade.
O interessante é que a dor que sentimos hoje, por menor que seja, será sempre de todas a maior, porque apenas a nós pertece. E a alegria que também sentimos, por mair que seja, será sempre a menor, até que nasça um novo dia e aí sim percebamos que já não é tempo de aproveitá-la um pouco mais.
Juju

domingo, 19 de julho de 2009

E o tempo realmente passa... Deixa saudades... Deixa lembranças... Deixa, me deixa pra trás...


Tocando em Frente

Ando devagar porque já tive pressa
e levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei, ou nada sei..
Conhecer as manhas e as manhãs o sabor das massas e das maçãs

É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Penso que cumpri a vida seja simplesmente
compreender a marcha ir tocando em frente
como um velho boiadeiro
levando a boiada eu vou tocando os dias
pela longa estrada eu vou, estrada eu sou

Conhecer as manhas e as manhãs o sabor das massas e das maçãs

É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora
Um dia a gente chega no outro vai embora
cada um de nós compõe a sua história
cada ser em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz

Ando devagar porque já tive pressa
levo esse sorriso porque já chorei demais
cada um de nós compõe a sua história
cada ser em si carrega o dom de ser capaz de ser feliz ....

Almir Sater

Crescer

Relembro os tempos em que, na infância, me apareciam com aquela caixa de bombons garoto, e toda a criançada lutava pelo melhor bombom do grupo. E o mais engraçado é que a vida, atualmente, é em parte como aquela caixinha amarela que as vezes surgia frente a um bando de crianças loucas por um pouco de doce e diversão. A diferença é que hoje, os homens crescidos, em números maiores, lutam pelo melhor da caixa com as armas que têm. Os piques que brinquei, me esconderam certamente da tranquilidade pura da infância.
Ainda procuro em vão, os colegas escondidos em seus mundos muito pouco acessíveis e bastante vulneráveis. Procuro entre as ruas desertas os brinquedos que larguei na areia da obra da esquina, procuro as árvores de minhas escaladas, hoje tão desgastadas quanto eu.
Os bombons que a vida me oferecem hoje, mudaram de caixa e são parte de uma veriedade incontável de marcas e cores. Mudaram os sabores também. As bolinhas ou os guarda-chuvas de parafina, não conseguem me arrancar sorrisos.
Não que a maturidade traga com ela o desgosto. Nossa rotina moderna faz com que sejamos apenas impróprios em nosso meio, é preciso que saibamos enteder um pouco mais as diferenças a que o tempo nos sujeita. Crescer não é uma tarefa assim tão difícil. Talvez, ainda, a vida nem nos peça tanto. O problema todo é que na mesma proporção em que crescemos, crescem também nossas exigencias com a vida.
Juju

terça-feira, 14 de julho de 2009

Voltinhas dos pés

É interessante a maneira como nós humanos, não nos conformamos com pelo menos quase nada. A roupa que vestimos, a comida que comemos, o parceiro que escolhemos. Absolutamente tudo aquilo que pode ser vivido não possui a dimensão das expectativas de nossos sonhos. Inclusive os objetivos que são conquistados, sempre se tornam menos prazeirosos quando estão ao nosso alcance definitivo.
Nossa natureza insaciável e inconformada nos faz eternos caçadores de realizações, e talvez essa seja a grande razão por nos mantermos vivos: o sentido que damos às nossas vidas. As vezes me pergunto o porquê de nos aguentarmos erguidos nessa selva que tem se tornado a vida. O excesso de violência, egoísmo e "encapsulamento", tem nos feito passar dias cada vez mais sedentários e ainda menos naturais. Há tempos venho balanceando os dias em que tive contato com a natureza, mesmo que em uma pracinha qualquer nessa redoma de concreto que nos cercam, um pedacinho verde contornado dessa poeira acinzentada que tem sido nosso combustível pulmonar. Para minha surpresa - e tristeza - percebi que não tenho tempo, é o tempo quem me tem. Temos sidos sugados pela vida, pela correria, pelo trabalho, pela sobrevivência que nos faz escravos desse capitalismo infindo.
Ainda outro dia levei minha filha no pediatra, e o mais engraçado foi ouvi-lo dizer que deveria fazê-la caminhar mais em terra, para que se criassem as voltinhas de seus pés. O que não sabia, é que a terra de meu mundo era cimento, e não aquela terra vermelha a que o doutor se referia. É que hoje em dia, coisas simples não existem mais, somos compulsivos compradores, insaciáveis consumidores. Estamos cada vez mais longe de entender as coisas simples da vida. Não sabemos mais o que é terra, nem frutas colhidas nas árvores. Perdemos as voltinhas dos pés.
Juju

segunda-feira, 13 de julho de 2009

A vida é isso aí

A vida é isso aí... Um eterno vai-vem.
A vida é isso aí, uma roda que gira e diverte. Uma roda de luzes, gigante, que dá voltas seguidas e descompensadas.
A vida é mesmo assim, um dia destrata, um dia consola. Totalmente imprevisível.
A vida é mesmo engraçada e se engraça conosco, como um artista que se perde em suas próprias ilusões. Um enigma estranho....
A vida é ainda, como a vida. Ela se perde nos segundos preciosos de quem não sabe quando não mais poderá saber de algo. Como uma surpresa que nos pega e nos prega. Como uma repetição inédita de tudo aquilo que nos cerca.
A vida é isso aí... Nem muito nem pouco, nem mais ou menos também: é apenas o bastante para nós.
A vida é a lágrima suficiente, o sorriso necessário, o trajeto coerente.
A vida é simplemente assim...
Complexa, natural, viva.
Juju

Para algumas coisas, temos as palavras. Para outras, temos as letras. Mas existem coisas, que não precisam ser explicadas, bastam ser sentidas.




quinta-feira, 9 de julho de 2009


Um dia daqueles

Quem nunca teve um dia em que se quer sumir?
Existe dia para tudo: satisfação, desilusão, tristeza. Existe o dia do descanso e o dia da fadiga. Existe o dia da dor. Todo dia, é dia de alguma coisa: viver é a arte das modificações.
Um dia estamos bem, no outro estamos mal. Mas sempre estamos bem ou mal. É preciso sofrer e sorrir para existir. É preciso cansar e se renovar. Os atores mudam, mas as cenas permanecem iguais.
Quem nunca teve um dia em que tudo o que não se quer é que o telefone toque? E o pior, é que ele toca. E quando queremos apenas parar e ter um pouco de paz, nos enviam aquela notícia que poderia estar guardada. Não sabemos mais, se o egoísmo é não poupar ou querer ser poupado.
Tudo o que se sabe, é que nada sabemos do outro. Nossas dores, angústias e preocupações são peculiaridades inacessíveis.
Tudo, apenas tudo o que sei, é que hoje é um dia daqueles em que se quer sumir... ou simplesmente, que o telefone não toque.
juju

Perdendo a vida

Perder-se de seus sonhos é perder-se da vida.
Perder-se da vida, é perder-se de si próprio.
A não existência de um ser o faz imune a qualquer felicidade.
A infelicidade é a discordância de todo sentido.
A falta de sentido é o grande impecílio de reallizar-se.
A falta de realizações nos tira a vontade de sonhar.
E quem não sonha, não vive.

juju

sábado, 4 de julho de 2009


Catando os cacos

Ontem me atropelei com um trator que eu mesma dirigia.
Desafiei minhas forças, como alguém que já não se importa em perder.
Me embebi do veneno natural humano: seu efeito é deteriorante.
Ontem briguei com a vida: as diferenças ideológicas não nos permitem ser unânimes.
Hoje o dia despertou mais cedo. Não me deixou descançar.
Hoje é dia de faxina, dia de ressaca da alma.
Um dia, a gente quebra as louças da casa.
No outro, catamos os cacos do chão.

juju