quinta-feira, 28 de maio de 2009

Os opostos nao se atraem

Estive pensando nos infortúnios que ouvimos sobre o casamento. Casar-se atualmente se tornou para muitos uma brutal tarefa imposta aos homens (e a muitas mulheres também). Não podemos negar que essa “fama” que se dá ao casamento, não existe apenas agora. Quem nunca ouviu alguém dizer que “casamento só aos 30” ou “jamais irei me casar.”
Muitos casais decidem prolongar um pouco mais o namoro, alguns duram por muitos e muitos anos e ainda assim chegam ao fim sem alcançar o matrimônio. De certa forma não é ruim que se “estique” um pouco mais essa fase quando se está indeciso. O casamento deve ser feito com seriedade e compromisso, e apenas quando ambos estão certos de suas decisões.
O divórcio pode ser desgastante para ambas as partes, tanto em aspectos financeiros, quanto jurídicos e emocionais. Quando já se tem filhos, a situação é ainda pior. As crianças sofrem e por mais que pareçam estar lidando com facilidade diante da situação, perdem a estrutura familiar que tinham anteriormente. A falta de referência de família pode afetar muito a vida futura dessas crianças. É certo que atualmente, as separações se multiplicaram tanto, que muitas crianças já crescem parcialmente aptas a passarem por essa fase, como se fosse uma etapa qualquer.
Temos uma tendência a nos deixarmos levar por nossos sentimentos e nossas emoções, sem antes avaliarmos com clareza as razões e conseqüências que podem gerar nossos atos. É impossível que se construa um lar sólido pensando apenas no presente. Nossa vida tem de ser alicerçada de maneira a suportar as paredes que sobre ela serão feitas, para que no futuro não tenhamos problemas estruturais.
Muitos casais se unem porque ambos se amam e se querem, porém um deles é atleticano e o outro é cruzeirense. Seria bom se parasse por ai. Então no princípio tudo é farra e um "tira onda" com o outro e até gostam da situação. Mas quando a rotina aparece (ela sempre aparece algum dia), o que parecia alegria começa a se tornar em um tormento. A esposa quer ir no Mineirão, mas não quer se sentar na torcida atleticana e vice-versa. O marido que é católico não que ir ao culto da esposa evangélica. E aquele que gosta de ficar em casa começa a cansar-se de acompanhar o outro nas visitas aos amigos.
No final, os frutos da precipitação, são as famílias destruidas, os filhos perdidos, os sonhos desfeitos. É claro que existem muitos casais que superam as diferenças e permanecem juntos. Existem esposas que sonharam em estudar fora, aprender idiomas, crescer profissionalmente. Mas acabam se apagando pelo apego ao marido acomodado. E os sopros apagam as chamas, desmontam castelos moldados há anos.
Um relacionamento é a união de duas pessoas distintas, com criações distintas e aspectos diferentes. Mas é primordial que ambos sejam guiados por um único pensamento, por visões semelhantes, ambições parecidas e mesmos ideais. Senão, seremos sempre um par de pernas perdidas, recebendo ordens diferentes, tentando encontrar um caminho que nunca será alcançado. Porque os opostos, definitivamente, não devem ficar juntos.

Juju

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