domingo, 19 de julho de 2009

Crescer

Relembro os tempos em que, na infância, me apareciam com aquela caixa de bombons garoto, e toda a criançada lutava pelo melhor bombom do grupo. E o mais engraçado é que a vida, atualmente, é em parte como aquela caixinha amarela que as vezes surgia frente a um bando de crianças loucas por um pouco de doce e diversão. A diferença é que hoje, os homens crescidos, em números maiores, lutam pelo melhor da caixa com as armas que têm. Os piques que brinquei, me esconderam certamente da tranquilidade pura da infância.
Ainda procuro em vão, os colegas escondidos em seus mundos muito pouco acessíveis e bastante vulneráveis. Procuro entre as ruas desertas os brinquedos que larguei na areia da obra da esquina, procuro as árvores de minhas escaladas, hoje tão desgastadas quanto eu.
Os bombons que a vida me oferecem hoje, mudaram de caixa e são parte de uma veriedade incontável de marcas e cores. Mudaram os sabores também. As bolinhas ou os guarda-chuvas de parafina, não conseguem me arrancar sorrisos.
Não que a maturidade traga com ela o desgosto. Nossa rotina moderna faz com que sejamos apenas impróprios em nosso meio, é preciso que saibamos enteder um pouco mais as diferenças a que o tempo nos sujeita. Crescer não é uma tarefa assim tão difícil. Talvez, ainda, a vida nem nos peça tanto. O problema todo é que na mesma proporção em que crescemos, crescem também nossas exigencias com a vida.
Juju

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