quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Dia de mim

Nem todo dia é dia da gente. Hoje estou aqui, sentada a poucos minutos da chegada de um novo dia útil. Cansada, depois de um jornada pesada de 15 horas de trabalho e estudo árduos. Mas ainda assim escrever me prende mais do que essa cama que me chama ao lado, como o mais aconchegante de todos os remédios.
Paro e me vejo assim, velando o sono sincero da menina que fiz (e ainda terei de fazer). Contesto o desejo insano de acordá-la, nem que seja para ver esse sorriso que me acalma, por um minuto, que há muito não tenho entre minhas segundas e sextas-feiras. Hoje não é dia de poesia, nem dia de perfeição. Hoje quero palavras simples, hoje é dia de mim. Seria mais fácil se pudesse recortar minha alma - as prosas de minha alma - e pendurar aqui, nesse varal de blá-blá-blás. Mas minha alma, inascessível, tenta se manifestar nessa ciranda infinita de letras, que dá forma a alguém que briga por compreensão. O pesar de tudo isso, é o conjunto de possibilidades e interpretações que a letras nos permitem ter. Serei sempre o enigma, a parte que brinca e bole com as férteis imaginações. Quando -eu - nas verdade, estou aqui: simples, carente, descrente, desejante. Quando na verdade só queria transcrever a face que geme, não importa se é dor ou prazer, mas que tão somente se manifesta ainda VIVA.

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