Hoje fui tomada por uma dose imensa de desânimo. Como se espetassem uma agulha da mais pontiaguda em mim e sugassem boa parte do meu sangue. Estou, ainda, com aquela sensação de fraqueza no corpo e vertigem na mente. Não, nada de grave aconteceu. Apenas um fiasco de chateação. Um pouco de sono a mais e um bucado de sonhos a menos. Sinto, como se tudo não cooperasse para meu bem - talvez porque eu não ame a Deus. A verdade é que não amo mesmo. Porque se amasse, não faria muitas das coisas que faço - e deixo de fazer. Muitos não o amam, apenas não sabem disso - ou não admitem. Tudo o que sinto em relação a Deus, é que Este é muito puro e muito grande, para que tenhamos a coragem de pedir qualquer coisa que seja, quando não fazemos um mero esforço para merecê-lo. Trago um imenso temor, e por isso prefiro estar aqui, observando, escrevendo, simplesmente, ainda, viva. O problema todo não é Deus. Nunca O culpei de nada, nem pelos indesejáveis acidentes, nem pelas tristes desgraças da vida. É que nada que nos cerca, acontece senão por nós mesmos. Tudo aquilo de maléfico que há no mundo não ocorre por nada mais além de nossas próprias atitudes. E Deus, não tem nada com isso. Ele está lá, sentado, observando essa confusão toda que acontece aqui em baixo. E por que não se manifesta? Porque não merecemos. Ele é justiça, antes de ser amor. Por isso não O cobro, não levanto minhas mãos e meus olhos para o céu para me indignar com nada. Até a absorvição carece que passemos a não cometer mais os mesmos erros. Por que me atreveria?
Juju

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