Seria bem mais fácil, se construíssemos nossas vidas com bloquinhos de madeira. Se pudéssemos montá-la e desmontá-la de acordo com nosso estado de espírito, de acordo com as cores da estação. Hoje, pintaria minhas paredes de cinza, fecharia as cortinas da casa e o ziper do meu coração. Deixaria que árvores renovassem suas folhas, se escondessem no luto do inverno rigoroso. Escutaria a triste orquestra do vento, dizendo que é tempo de agasalhar a alma. A vida, porém, é como a água que se polui no orvalho das chaminés. A pureza que se perde no ciclo tira o equilibrio da existência. Deixamos de ser um acerto unânime, para nos tornar uma cadeia de erros, um enlace de retaliações, uma busca infinda por consertos vãos.
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