A vida parou. Ou fui eu? Paramos – a vida e eu.
Os amava ainda. Pelo menos ao marido e a filha. Mas perdi o tesão pela vida e ao emprego eu não queria mais.
Me troquei e não havia novidades. As roupas eram as mesmas e os sapatos também. Estavam novos ainda. Mas havia perdido a estima.
Trabalhei e não havia novidades. Ainda era invisível. Estava tudo ali, menos eu.
Fui dormir e não havia novidades. O marido estava lá e a filha no quarto ao lado, mas a vida estava ausente. Eu não sonhava mais.


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