sexta-feira, 21 de setembro de 2012


Tive um sonho estranho. Eu morria, vagarosamente. Ainda não me lembro como, nem por que. Parecia-me algum acidente qualquer. Pouco a pouco, vi minha alma despedindo-se. Lembrava-me da minha filha e de como ficaria com a minha ausência. E quanto mais eu pensava, mais distante ia ficando, inclusive da preocupação. Era como se a vida, os problemas e as pessoas, fossem deixando de me pertencer. Por um instante me vi entre a luz e as trevas e sorri quando senti que descansaria com Deus. Mas, de repente, fui abduzida por um breu. Era tarde, pensei. Estava condenada à escuridão. Abriram-se, então, os meus olhos. Era manhã. Meu coração pulsava, meu corpo estava quente. Ainda havia uma chance (ou várias, talvez). E isso é algo que se deva falar - enquanto se possa falar. Por isso, digo: ainda há tempo. É preciso aproveitá-lo.

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