quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Transitoriedade infeliz

A modernização e o avanço das possibilidades medicinais e tecnológicas são realmente assustadoras. Não sabemos mais até onde o ser humano é capaz de chegar. Existe algum apse que delimite um linha final, ou estaremos infinitamente aptos à evolução?
Penso, nos anos 80 ou 90, e os comparo aos atuais anos 2000. Apesar de não serem períodos relativamente tão distantes, esses anos que se passaram foram uma ponte de transitoriedades incríveis. Já não existem mais aqueles discos enormes de vinil, e ainda ontem me vi pensando na precariedade de um disqueman que estava na bolsa de uma colega. Hoje as músicas são feitas em uma caixinha pequena, em formatos compactos, e nessa caixinha cabem milhares dessas canções. Isso é realmente parte da capacidade que temos e desenvolver nossa estrutura de conhecimento, de expandir essas possibilidades de atingir uma comodidade insaciável. Talvez porque nossa raça seja insaciável. Nossa busca pelas melhores maneiras, pelos melhores remédios, pelo meio de transporte mais seguro que também seja hiperveloz.
Somos mutantes incasáveis, que possuem uma metamorfóse sem fim. Porque nascemos, crescemos, envelhecemos e morremos sempre em busca de uma satisfação indecifrável e por mais que existam cientistas da tecnologia, médicos, biomédicos, mestres e professores, será sempre impossível distinguir as linhas que consigam delimitar essa abstrata felicidade de viver.

Nenhum comentário:

Postar um comentário