sábado, 28 de novembro de 2009

Ódio

"Finalmente, o ódio que julgas ser a antítese do amor, não é senao, o próprio amor que adoeceu gravemente". Já dizia Francisco Xavier. E nada tão certo e verdadeiro. Não é atoa que dizem que o ódio e o amor andam próximos, e a verdadeira maneira de demonstrar o desamor é através da indiferença. O ódio é como uma ferida, que começa pequena e se expande, perdendo o controle. De fato, apenas um amor ferido, machucado, nos faz querer gritar, esmurrar, apedrejar esse alguém que nos fez adoecer com tanta gravidade. O ódio não se cala, não renega, não despreza. O ódio quer ser ouvido, quer punir, que desabafar a dor que sua doença o faz sentir diariamente. Um coração ferido não se aquieta. O amor? Talvez exista, mas não sobreviva mais. Talvez não supere a doença que o aflije, e morra. Talvez já não grite, nem denuncie ao mundo que um dia sequer existiu. Talvez, um dia, se torne frio, indiferente, quieto e congelado, como a pedra que não se move, não se exalta e não sente também.
juju

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