Não tá fácil não. O que me tranquiliza é saber que tudo passa. O vento sopra, as migalhas se dissipam. O que não podemos é desanimar, nos deixar abater, prostrarmos em nosso próprio sofrimento. O sofrer é algo que deve se manter guardado, escondido da vida. Não podemos deixar que nossa dor invada nossos poros e se reflita em nossa face. Nossa imagem é nossa carta de apresentação. O mundo não escolhe rostos desfigurados, mentes abatidas. É preciso ter um coração forte, independente e resolvido. É preciso que a dor, o sofrimento e a angústia, se aconcheguem no divã da nossa alma. Temos de ser psicólogos também. É necessário dominar a explosão que aquece o peito, jogar uma porção de água fria no rosto, levantar-se. E então, após nos vestirmos da roupa camuflada da guerra, nos armamos de coragem e fé. É que esta última, imprescindível, é que nos ajuda a nos manter de pé. Não importa em que acreditamos. O mais importante de tudo é nos agarrarmos firmemente em nossos sonhos, e vivermos para eles. Porque mesmo que estejam longe, ou simplesmente não possam ser alcançados, o sentido que nos faz ter, é que nos permite suportar.
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