quarta-feira, 17 de março de 2010

Medo de errar

Hoje fiz um rápido balanço do que tenho feito das 24h que Deus me dá a cada dia. A maior parte, claro, trabalho. No total dedico 9:30 do meu dia para o trabalho, integralmente, sem intervalos. 2:30 passo no trânsito. 15 minutos almoçando. Os outros 15 vou ao banheiro ou bebo um copo de água, mas existem dias que não "sobra" esse tempo também, então, garganta seca e bexiga cheia - adiante! À minha filha querida, dedico meros 30 minutos diários. Durante 4 horas estudo. 1h de higiêne pessoal. Por 6 horas dou-me a graça de dormir. E fiquei ali pensando, enquanto dirigia, é claro,em um momento raro em que não estava ocupada demais acompanhando o relógio ou resmungando desaforos com o motorista ao lado. As esquinas que cruzei me trouxeram fotos da infância, do colégio que estudei, das brincadeiras que vivi. E quando vi, chorava. Não era nostalgia, nem tristesa. Era medo. Não pude acreditar que dessas 24 horas que tenho, entrego 30 minutos a essa pequena que tanto amo. Então tive medo de estar jogando fora os melhores momentos da minha filha. Tive medo de fazê-la sofrer. Tive medo de desistir de tudo e perder a chance de me realizar profissionalmente. Tive medo que minha vida fosse interrompida sem que eu pudesse viver os frutos dessa correria toda. Tive medo que o tempo passasse, e as oportunidades também. Tive medo dos conflitos, das escolhas. Tive medo de errar.

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