terça-feira, 23 de março de 2010

Isabella

É tempo de julgamento. No banco de réu, Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá. Não há quem não os conheça e acredito que ainda serão tema de estudo em muitas universidades brasileiras. Já os estudei em meu curso de jornalismo. Não sei se são culpados, tudo indica que sim. Mas é aquela velha regra: "todos são inocentes até que se prove o contrário"... Então, que se prove ou se entregue à Deus! Esse fato lamentável aconteceu quando estava grávida de minha pequena. Chorei desenfreadamente. Não consigo olhar aquela fotinha sorridente que me desmorono imediatamente. Pensei em colocá-la aqui nesse meu espaço pessoal, mas não seria forte o suficiente para conviver com essa imagem. Sei perfeitamente, que crimes como este ou de pior proporção acontecem diariamente. Mas não podemos negar que aquele rostinho cativou milhares de pessoas em todo o mundo. Uma judiação. Lendo os jornais pela manhã, vi o relato da mãe, Ana Carolina, e a descrição de suas lágrimas durante o seu depoimento. "Aí, logo vi minha filha caída na grama, do lado direito de quem entra no prédio. Quando cheguei, eu a vi. Ajoelhei na frente dela. Coloquei a mão no coraçãozinho dela, que batia bem rápido..." Fico aqui pensando em minha pequena. Não sei se saberia suportar a dor de perdê-la. É imensurável. Penso que perder um filho seja como perder uma alma, ter um corpo com casca e sem conteúdo. Como aqueles caramujos que encontramos perdidos na infância. Geralmente secos, sem vida. Porque não há mais ninguém ali. Chego a sentir uma incrível sensação de desespero só de pensar por um momento.... Tenho pena dessa mãe. Tenho pena dessa criança linda que perdeu a vida, mas tenho plena convicção de que esteja com Deus. Não há como conduzir uma escrita imparcial sobre esse assunto, sem me voltar para esse lado materno inexplicável que trazemos conosco. Que seja feita justiça. E que haja conforto.

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