
Muitos questionamentos, pensamentos vagos, dúvidas e decepções após assistir o filme "A origem" de Christopher Nolan. Houve quem o achasse cansativo, excelente ou difícil de entender. No meio daquela multidão que sempre sai comentando o filme, ouvi opiniões bastante diferentes. Ha de se dizer que o filme gerou polêmicas. Eu, particularmente, gostei. O filme nos mostra esse mundo obscuro e pouco conhecido que possuimos: a capacidade de sonhar. Nossas mentes são potencialmente capazes de atingir espaços inimagináveis, quer estejamos dormindo ou acordados. O que importa é que, proposital ou não, o sonho pode ser um refúgio para a realidade insaciável. O risco de tudo isso, é sabermos a diferença entre os mundos. É segurar-se para não se jogar de um prédio, simplesmente pela sensação de não sabermos mais diferenciar a qual nível realmente pertencemos. As vezes me sinto como a esposa de Don Cobb (Leonardo Di Caprio). Sinto que estou na pinguela entre o palpável e o imaginável. Viver a origem dos sonhos nos desfaz do tempo presente que passa, nos joga no limbo, mata o corpo e engrandece o prazer dos desejos. E quando enfim, alguém me fizer voltar, terei de convencer a mente da existência da vida e da diferenciação das ideias. Preciso de um amuleto que me faça entender. Preciso de um toten que não pare de girar.

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