
Hoje é mais um daqueles dias em que queria não querer...
Queria muito, e muito pouco também.
Queria uma casa na beira da praia, um lugar que fizesse calor tropical de dia e um friozinho gostoso a noite.
Queria avistar o horizonte da janela do meu quarto, uma porção de cobertores macios e um bom livro na cabeceira da cama. Nada de celulares ou despertador.
Queria uma TV com comédias românticas e ao lado potes de batatas-pringles e caixas e caixas de bis.
Queria um jardim com flores, uma bicicleta que me permitisse fazer pequeniques pela manhã.
No entardecer, queria passear pela orla, sentir a brisa bater pelo rosto, sussurrando a despedida de um dia bom.
Queria um banho demorado na banheira, com muita espuma e óleos, com sabão com cheirinho de nenêm.
Queria tomar uma sopa quentinha e degustar-me no prazer de meus sonhos.
Queria fazer com que esse nada que a mente nos permite ter se tornasse nesse tudo que as utopias nos levam a crer.
E viajar.
Nada mais querer...

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