Metade de meio século, 1/4 de um século, ou simplesmente 25 anos de vida. Ainda não sei o que sei, nem se sei ainda. Não sei se aprendi o suficiente para viver, mas sei que já vivi o suficiente para aprender a reconhecer que muito pouco sei. Não sei se sinto saudade da infância, porque minha infância, apesar de prazeirosa, também foi muito sofrida. Talvez, em alguma bifurcação qualquer eu tivesse feito escolhas diferentes, seguido caminhos diferentes, mas penso que, talvez, no fim eu estivesse mesmo aqui. As vezes acho que na pressa, não parei para ler algumas placas, e assim não soube onde iria dar a estrada que percorri. Se as tivesse lido, talvez estivesse em outra direção. Quando penso que sei, descubro que ainda tenho muito, muito o que descobrir sobre minhas teorias pessoais. Hoje estou assim, um pouco confusa, um pouco imatura, mas bastante decidida tambem. Em muito deixei de errar, e por mais que o tempo esteja aos poucos corroendo expectativas, forças e sonhos, tenho me lançado com todo meu empenho em conquistar aquilo que é importante para mim. Ainda não me encontrei, afinal, acho que no fundo não sabemos mesmo quem somos ou quem queremos ser. E mesmo que não consiga criar formas que me definam, quando a luz se posicionar, serei a sombra: intocável e indecifrável, mas cheia de existência. Não me importa concluir provérbios, nem seguir paradigmas. Enquanto tiver a chance, seguirei pelas outras metades de meio séculos que puder ter.
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