Silêncio. Vácuo negro, sombrio e sem vida. Um tremor que se espalha, pouco a pouco, pelas ondas sonoras que circulam entre as entranhas da alma. É o sussurro profundo que geme, se encolhe e afaga as paredes do coração. É a arte de Van Gogh que mistura as tintas na tela, o óleo no dom, o pincel no sentimento e se expira pelos poros do descontentamento. Não importa o anos que transcorram, a fama que se imponha ou a conexão que se disponha, "o grito`, de Van Gogh,é o reflexo da surdez dos ouvidos que o cercavam ou a mudez dos lábios que o possuiam. São os limites vencidos, o tom que voou pelas formas da existência. Não tenho a estrutura de Picasso, nem a leveza de Da Vinci... Mas tenho o grito. Esse mesmo rosto desmoldado, assustado e fervente de clamor. Não tenho o nome, nem as cores. Tenho as letras. E o som abafado que as dou. Não há quem o possa ouvir. Não tem que o possa ver. Jamais será fruto de admiração. Mas a alma, em prosas, é extamente isso. Um mero pedido de socorro - tão imaginário quanto eu.
sábado, 14 de julho de 2012
O grito
Silêncio. Vácuo negro, sombrio e sem vida. Um tremor que se espalha, pouco a pouco, pelas ondas sonoras que circulam entre as entranhas da alma. É o sussurro profundo que geme, se encolhe e afaga as paredes do coração. É a arte de Van Gogh que mistura as tintas na tela, o óleo no dom, o pincel no sentimento e se expira pelos poros do descontentamento. Não importa o anos que transcorram, a fama que se imponha ou a conexão que se disponha, "o grito`, de Van Gogh,é o reflexo da surdez dos ouvidos que o cercavam ou a mudez dos lábios que o possuiam. São os limites vencidos, o tom que voou pelas formas da existência. Não tenho a estrutura de Picasso, nem a leveza de Da Vinci... Mas tenho o grito. Esse mesmo rosto desmoldado, assustado e fervente de clamor. Não tenho o nome, nem as cores. Tenho as letras. E o som abafado que as dou. Não há quem o possa ouvir. Não tem que o possa ver. Jamais será fruto de admiração. Mas a alma, em prosas, é extamente isso. Um mero pedido de socorro - tão imaginário quanto eu.
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