domingo, 25 de julho de 2010

Caminhadura

Hoje comentava sobre as imaturidades da adolescência. Em como algum dia, lá na frente, enxergamos tudo de maneira diferente. A mente, em outro capítulo, se expande como um lince que se distancia para ampliar sua visão da vida. O corpo, cada vez menos próximo da terra e mais próximo do céu, consegue atingir uma extensão maior de captação de espaço, entendimento e sabedoria. Caminhamos. Nem sempre sei para onde, por quem ou para que. Mas também não consigo parar. As vezes me encontro, na grama que me acolhe na beira do lago, na amizade que me sorri sem nada mais desejar, na filha que me chama com a pureza da alma. Me perco na paixão que consome o peito, nos sonhos que as mãos não apalpam, no cansaço que corrói o corpo e consome a juventude da mente. Sigo, nos encontros, nos desencontros. Não sei, realmente, que caminho é esse. É que dizia o Djavan, dessa semeadura, quem poderá fazer, aquele amor morrer?
"Nossa caminhadura
dura caminhada
pela estrada escura...
Se o amor é como um grão:
morre, nasce trigo.
Vive, morre pão."
Ah de se morrer. Perder.
Ah de se plantar, nascer.
E vivendo, sustentar.
A vida é mesmo assim: se morre, se nasce, se cria, se alimenta.
Essa....
É a nossa caminhadura.
Dura caminhada.

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