Hoje queria falar de muita coisa: do trânsito, do meu cansaço físico e mental, do meu estágio, de relacionamentos, paixão, angústia, trabalho... Ainda não decidi se falo um pouco de tudo isso, se falo de alguma coisa apenas, ou se nada falo. Só sei que preciso escrever, porque minha mente borbulha como uma água ao fogo aos 100ºC. Escrever nesse espaço - só meu, e para mim - é algo que alivia meus pensamentos conflitantes, meus sentimentos absurdos. Hoje estou em um daqueles dias em que os nervos parecem florecer na pele, como as raízes dos arbustos que se espalham pelas frestas do chão. Como se eu fosse um pedacinho de carne, ao volante, depois de um dia desgastante, sem sentido, sem lugar, sem direção. Meus membros obedecem o trajeto que meu cérebro determina: minha casa. Não há mais a onde ir. Criei uma fronteira muito próxima, que não me permite acreditar tanto, nem projetar tanto talvez. Tenho lutado com meus sonhos noturnos, com meus pensamentos diurnos, com o olhar que acaricia a alma e surra o peito. É uma irreal sensação de juventude, renovação e motivação. Um recorte da realidade. Uma subestimaçãoo do palpável. Estou em um caminho paralelo, cercada por paredes de vidros. Ao lado, está a escolha que não fiz. Não há como saltar. Meu mundo se sublima em minhas possibilidades de sonhar, e se enrijece em sua capacidade de possuir. Estou aqui, do outro lado da tela - telespectadora.
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