domingo, 25 de abril de 2010

ali

Lá estava ela.
O corpo era o retrato da sombra.
A alma era a moldura da cor.
O corpo, o contorno. A alma, o recheio.
Nada mais era preciso, apenas estar ali.
A moça sorriu.
Uma era a cor.
A outra, a percepção.
Uma era a vida.
A outra, a existência.
A alma sem o corpo seria a natureza vaga.
O corpo sem a alma seria a menina vã.
A alma estava livre.
O corpo estava ali.

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