segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Apenas

Começo a achar que 2010 vai ser um ano bom. Talvez não venha a estar entre os melhores da minha vida, mas acredito que será bom. Não que tenha motivos para pensar assim, nada palpável ou vísivel. Entretanto, me sinto mais preparada, mais forte talvez. O simples fato de me sentir segura já é o suficiente. Parei por um instante e comecei a vasculhar minhas fotos. Na tela do computador, é claro. Afinal, na era tecnológica em que vivemos, quase não vemos mais as tradicionais fotografias de papel, naqueles albuns pequenos da Kodak. Hoje somos parte desse emaranhado virtual. E lá estive, namorando, me casando. Bons momentos de lua de mel em Porto. Dá saudade. Deu saudade também do meu parto - talvez até daqueles kilinhos a mais que me faziam sentir uma bola de futebol. Mas passa. Tudo passa. Outro dia estive no consultório do pediatra da minha filha, resmungando, implorando para que aqueles primeiros três meses de vida se fossem depressa e com eles as madrugadas em claro. E o sábio dr. Fabricio me dizia para não desejar que o tempo se fosse depressa, porque quando vai não volta mais. E não volta mesmo. Tudo na vida é único demais e precioso demais para que desejemos que se vá. Porque as lembranças não podem ser vividas, apenas recordadas. E isso é um pouco de tortura misturada com gostosura - por mais incrível que pareça. É que me perdi aqui, nessa mistura de planos, recordações e fé. E agora estou um pouco aérea, um pouco com sono, mas bastante radiante também. Porque tenho vivido um momento novo, mudado valores, atingido um novo patamar de responsabilidade. Tenho me exercitado, trabalhado, e me estressado bastante - natural nesse planeta moderno. Mas, para quem gosta de escrever, eis aí um pequeno grande desabafo, uma escrita estranha, mais uma prosa dessa alma. É que hoje não sei o que quero dizer, tudo o que sei é que quero. Apenas.

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