
Hoje é o dia em que se comemora a libertação dos sobreviventes de Aushwitz - um dos campos de concentração nazista com maior número de homicídios. Estima-se que mais de 1 milhão de pessoas tenham morrido em Aushwitz, no período dos 5 anos de sua permanência, entre 1940 e 1945. Os sobreviventes foram libertados pelo exército soviético em 27 de janeiro de 1945. Entre eles, os psiquiatra Vitor Frank, autor do magnifíco livro "Em busca de sentido". A história desse livro retrata bem a realidade do sofrimento vivido pelos judeus nesse campo de concentração. Ele cita detalhes da fome (note o porte físico dos integrantes da foto acima), das mortes por tifo, do trabalho forçado na neve, dos fornos onde eram queimados os corpos. Uma parte marcante do livro é quanto Vitor Frank aponta o fato dos prisioneiros terem "se acostumado" com os assassinatos. Já não os surpreendia ver pessoas sendo assassinadas, ou corpos caídos pelo chão. A apatia que os envolvia era tamanha, que não existia mais comoção. E ao final dos 4 anos em que esteve lá, já era necessária a ajuda de várias pessoas para arrastarem os mortos, já que a força física mal os permitia subir degraus. Uma fatia de pão pela manhã, uma concha de sopa a noite, agua, ervilha, alguns pedaços de batata (quando vinham). O interessante é a maneira como o autor usou seu conhecimento médico para sobreviver ao tempo em que esteve em Aushwitz. O modo como descreve a força do sentido que damos a nossa vida no reflexo de nossas superações. Um outro exemplo do terror nazista sofrido pelos judeus é o livro "O diário de Anne Frank". Há os que não acreditem na veracidade da história, eu particularmente, não só acredito como me envolvi muito com o livro. Ainda quero ter a oportunidade de conhecer o anexo onde se escondeu a família Frank. O nazismo é uma parte negra da história humana, e ainda não consigo entendê-la completamente. Já comprei livros que descrevem o caráter de hitler, sua criação e seu ingresso nas atividades políticas, até o trágico final do holocausto. Já vi filmes, revistas, fiz pesquisas sobre o sofrimento dos judeus. Quando penso que já adentrei todas as possibilidades de crueldade a que o ser humanos possa ter passado, encontro mais livros, mais filmes, mais histórias inimagináveis, que se enroscam ainda mais nesse emaranhado de assombro que tudo isso me causa.
No mais, parábens aos sobreviventes dessa tragédia, apesar da chance que tiveram de viver, ainda trazem consigo tamanho trauma. Não há como apagar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário