A vida é uma aventura. Nunca sabemos quando e como morreremos. Não sou do tipo de pessoa que sente medo de falar de morte. Eu até gosto de falar sobre ela - motivo pelo qual já fui repreendida por muitos. Não que eu sinta vontade de morrer ou tenha gosto na morte. Mas é algo inevitável, não uma mera possibilidade. E é isso que me faz achar algo necessário de ser discutido. Hoje, tudo o que quero é adiar ao máximo esse momento, porque tenho minha filha. E isso é um bom motivo pra querer envelhecer - e colocar todas as minhas forças nisso. O simples fato de estar aqui e poder lutar pela felicidade dela, é a maior de todas as razões do valor que tenho dado a minha vida. O problema é quando nos deparamos com uma porcentagem a mais da probabilidade desse momento, digamos, inevitável. É que todos temos dezenas - ou centenas - de chances de sermos acometidos por algo inesperado: doenças, acidentes, desastres. Não há como prever. Quando entramos em um avião, por exemplo, sentimos o sangue gelar, o pulso acelerar (eu particularmente), simplesmente porque sentimos que nossa probabilidade de morte aumenta, mesmo que em números pequenos - estatísticamente comprovados. É um tanto assim que me sinto hoje. Bastante tensa, ansiosa, temerosa. Porque as vezes, na vida, temos de parar e imaginar algumas situações que não queremos que aconteça, mas que estão aptas a acontecerem. Não vale a pena falar, nem lamentar. O principal é a confiança que temos de que tudo vai de certo. De uma forma, ou de outra.
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