
Eu vou aprender. Eu estou aprendendo. Tudo é uma questão de tempo. Tento, instintivamente, repetir na mente, a cada segundo. Vai passar. Tudo passa – insisto. O estômago gira, como uma roda gigante em velocidade avançada. Sim, é um aprendizado. Mas a indiferença dói. E a gente tenta entreabrir os dedos, deixar escapar por eles esse pó de sentimentalismo barato. Quem precisa disso? Quem precisa, afinal, do amor? Quem precisa do amor ingrato? Desse eu não preciso – ninguém há de precisar. Ele se foi, há muito. Nunca esteve aqui. Nunca foi apoiado. Nunca teve forças para lutar, portanto, nunca teve existência, senão submissão moribunda. Abre os olhos, menina. Enxuga o rosto, se olha no espelho. Que vá, e seja feliz.
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